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18/02/2010

Desejo de Mudança_repassando

Frequentemente estamos insatisfeitos com algo em nossas vidas ou em nós mesmos. Mas, em vez de encarar isso como algo desagradável, que nos torne amargos e resmungões, devemos fazer com que se torne o pontapé inicial para realizar mudanças importantes.

Para muitas pessoas, por mais que queiram modificar seus comportamentos, as expectativas acabam sendo direcionadas para coisas mais pontuais, como mudar de emprego, ganhar mais dinheiro, comprar uma casa, emagrecer, parar de fumar etc
E então vem sempre a questão: como colocar tudo em prática? Como administrar tantos objetivos e caminhar em direção a eles?

Antes de tudo, o mais importante é que se tenha um genuíno desejo de crescer, de se transformar numa pessoa melhor.
Então, devemos começar a nos perguntar:
quem sou eu hoje?
Quem eu desejo ser amanhã? O que realmente me move e me torna pleno?

À medida em que refletimos sobre estas questões, vamos nos tornando mais conscientes de que as mudanças que mais ansiamos não são aleatórias, ou baseadas na lógica de que devemos seguir aquilo que a sociedade vende como ideal de sucesso e realização, do que é certo ou errado, e que muitas vezes impomos a nós mesmos de forma racional. Pelo contrário, devem ser fundamentadas na nossa voz interna, aquelas que vão ao encontro de nossa essência, nossa verdade mais profunda.

Quem opta pelo caminho do autoconhecimento e da transformação logo percebe que não é uma tarefa fácil. Normalmente resistimos, porque é complicado mesmo sairmos da nossa zona de conforto. Não é de um dia para o outro que se abandona hábitos, manias, crenças, padrões de comportamento. É mais simples lidar com as limitações daquilo que conhecemos do que nos arriscarmos diante do novo.

Para não cairmos na armadilha de ficarmos apenas na intenção, sem conseguir, efetivamente, uma mudança concreta, o ideal é buscarmos viver o processo, em vez de focarmos apenas o objetivo final.

Mudar implica em fazer escolhas diferentes, que, por sua vez, implicam em novas atitudes. Novas escolhas e atitudes, por sua vez, atraem para nós novos acontecimentos, relacionamentos e oportunidades que, aos poucos, vão colocando à nossa disposição todas as ferramentas que necessitamos para avançarmos um pouco mais. Um passo de cada vez.

Não existe um “mapa da felicidade” que nos guie em direção daquilo que vai nos tornar plenamente satisfeitos. Portanto, não é uma mudança radical de hábitos de um dia para o outro que vai resolver nossos problemas. Tentar fazer isso vai, no máximo, nos esgotar emocionalmente. São nossas escolhas e atitudes diárias, cada vez mais conscientes, que nos tornarão mais próximos dos nossos objetivos.

Nossa capacidade de nos reinventar é ilimitada. Para isso, bastar deixarmos a preguiça de lado e nos permitirmos uma boa dose de ousadia para tentar fazer diferente, errar, mudar de idéia, descobrir aos poucos as respostas certas.

Só por hoje, escolha fazer diferente. Aos poucos, quanto mais você for se aproximando de sua verdade interior, mais vai perceber que tudo começa a fluir melhor.

http://yahoo.estrelaguia.com.br/astrologia/artigos/1497/

14/07/2009

A Alma dos Diferentes

A Alma dos Diferentes
(Artur da Távola)

"... Ah, o diferente, esse ser especial!
Diferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errados para os outros. Que riem de inveja de não serem assim. E de medo de não agüentar, caso um dia venham, a ser. O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.

O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que se preza entende o porque de quem o agride. Se o diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.

O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano. O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.

O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada em : "Puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um
estilo próprio em : "Você não está vendo como todo mundo faz? "
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram ( e se transformam) nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham. É o que engorda mais um pouco; chora onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o hábito rotiniza. Sofre onde os outros ganham.

Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita empregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar. Ele aprendeu a superar riso, deboche, escárnio, e consciência dolorosa de que a média é má porque é igual.

Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados, magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheios de espinhas, de malícia ou de baba. Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir entender.

Nessas moradas estão tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes. Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suporta-lo depois."

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