02/05/2011

O amor à bondade e à misericórdia


Santa Teresinha foi escolhida por Deus para ensinar um caminho de santificação a ser trilhado pelas almas fracas - a "pequena via", a via da Confiança por excelência.

Escreveu ela nos Manuscritos: "Sempre desejei ser uma santa (...) O bom Deus não inspira desejos irrealizáveis, eu posso, portanto, aspirar à santidade apesar de minha pequenez. Tornar-me grande, é impossível. Devo, pois, suportar- me tal como sou, com todas as minhas imperfeições, mas quero procurar um meio de ir ao Céu por uma pequena via, bem reta, bem curta (...) Eu quereria encontrar um elevador para subir até Jesus, porque sou pequena demais para escalar a áspera escada da perfeição. (...) Ah! o elevador que me fará subir ao Céu são vossos próprios braços, ó meu Jesus!"

Essa grande Santa manteve intacta sua Inocência batismal, nunca manchou sua alma por um único pecado grave sequer. É por este motivo que ela demonstrava tal confiança na bondade do Divino Salvador?

Nem de longe! Nas últimas frases dos Manuscritos, podemos ler esta confortadora mensagem, a qual não deixa a menor dúvida de que a via da confiança está aberta inteiramente até para os maiores pecadores:

"... mas, sobretudo, imito a conduta de Maria Madalena. Sua admirável, ou melhor, sua amorosa audácia encanta o Coração de Jesus, e seduz o meu. Sim, eu o sinto: mesmo se me pesassem na consciência todos os pecados possíveis de cometer, eu iria, com o coração partido de arrependimento, jogar-me nos braços de Jesus, pois sei quanto Ele ama o filho pródigo que vem Lhe pedir perdão. Não é porque o bom Deus, em sua previdente misericórdia, preservou minha alma do pecado mortal que eu me elevo a Ele pela confiança e pelo amor."

http://www.arautos.org/especial/19892/Santa-Teresinha-do-Menino-Jesus.html


TERÇO DA MISERICÓRDIA DIVINA

Em 13 de setembro de 1935, irmã Faustina escreveu: “... vi o anjo executor da ira de Deus... quando vi esse sinal da ira de Deus, que deveria atingir a terra... comecei a pedir ao anjo que se detivesse, por alguns momentos, pois o mundo faria penitência”. As sua orações se revelaram de início impotentes. Então a serva de Deus, diante da imprevista manifestação da Santíssima Trindade, começou a implorar com profundo recolhimento a Deus em favor do mundo. A oração correspondia às palavras que vinham sugeridas interiormente:

Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, Alma e Divindade de Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos pecados do mundo inteiro; pela Sua dolorosa paixão tende Misericórdia de nós” (Diário nº 475)

Enquanto a irmão seguia repetindo a oração que foi misteriosamente inspirada, O anjo se revelava impotente para executar o castigo para o qual fora designado.

No dia seguinte, ao entrar na capela, a irmã Faustina recebeu instruções de uma voz interior que lhe pedia para repetir a oração que ouvira no dia anterior, cada vez que se dirigisse ao Santíssimo Sacramento. Isso explica o conteúdo tão relevantemente Eucarístico daquela invocação.

O TERÇO DA DIVINA MISERICÓRDIA

Finalmente, irmã Faustina teve uma nova inspiração referente à oração acima. Foi-lhe dito para rezar as mesmas palavras em forma de terço, as quais vão repetidas nas contas do nosso terço.

A grandeza das promessas nos surpreende. Este terço possui um estilo extremamente simples e original; refere-se unicamente à pessoa do salvador e à sua paixão. A sua eficácia está evidentemente no fato de que nos dirijamos a Deus em nome da nossa redenção. Escreve São Paulo: “Quem não poupou o seu próprio filho, e o entregou por todos nós, como não nos haverá de agraciar em tudo junto com ele?”(Romanos 8,32).

01/05/2011

Maio : mês de Maria - mãe de Deus.

Maria, através de seu semblante deixa transparecer a divindade de seu Filho muito amado, Jesus. Ela é a Mãe do Puro Amor.
Maria é promessa e esperança, é ternura e solidariedade, é bondade e amor. É o veículo direto que nos comunica com Seu Filho. É nossa intercessora.Nela, encontramos abrigo e consolo. Ela nos conforta, nos acalenta.

A presença da Virgem Maria em nossas vidas é real. Maria nos guia a cada momento. É mãe cuidadosa e amorosa com seus filhos
Para se perceber melhor o perfil materno de Nossa Senhora, três passagens bíblicas podem esclarecer.


A primeira é a das Bodas de Caná, que realça a intercessora. Quando percebeu – o olhar feminino que tudo vê e tudo observa – estar faltando vinho, sussurra no ouvido do Filho sua preocupação e obtém, quase sem pedir, apenas sugerindo, o milagre da transformação da água em generoso vinho. Ela é de fato a mãe que se interessa pelos filhos de Deus que são seus filhos.

Outra passagem do Evangelho esclarecedora da personalidade de Maria é a que nos mostra seu silêncio e sua humildade. O anjo a encontra na quietude de sua casa, rezando, para dizer-lhe que fora escolhida por Deus para dar ao mundo o Emanuel, o Salvador. Ela se assusta com a mensagem celeste, porque, na sua humildade, nunca poderia ter pensado em ser escolhida do Altíssimo. Acolhe assim, por vontade divina, a palavra do mensageiro, silenciosamente, sem dizer, nem sequer ao noivo José, o que nela se realizava. Deus tem o direito de escolher e por isto Ela diz apenas o generoso “sim” que a tornou Mãe de Deus.

O terceiro traço de Maria-Mãe é sua corajosa atitude diante do sofrimento. Ao apresentar o seu Jesus no templo, ouve a assustadora profecia do velho Simeão: “uma espada de dor transpassará a tua alma”. Pouco mais tarde, estreitando ao peito o Menino Jesus, deve fugir para o Egito com o esposo, para que a crueldade de Herodes não atingisse a Criança que – pensava ele, Herodes – lhe poderia roubar o trono. Quando seu filho tem doze anos, desencontra-se dele e, ao achá-lo após três dias, queixa-se amorosamente: “por que fizeste isto? Eu e teu pai te procurávamos, aflitos”. Sua coragem se confirma na paixão e crucifixão de Jesus. De pé, ali no Calvário, sofre e associa-se ao sacrifício do redentor.


É a mulher forte, a mãe corajosa e firme, a quem a dor não derruba. De fato, a espada de Simeão lhe atravessara a alma e o coração. É a Senhora das Dores.

Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
Arcebispo Emérito de Uberaba – MG

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