24/11/2009

RELACIONAMENTOS - A fragilidade das relações

RELACIONAMENTOS - A fragilidade das relações

Por que tomamos tudo como garantido, se de fato tudo é movimento?
Por que imaginamos que independente da nossa atitude, da nossa loucura, o outro vai ficar sempre lá?
Esperando, suportando, submetendo-se?
Por que pensamos que isso pode ser para sempre?

Não podemos pensar dessa maneira.
O sempre também acaba!
E, um belo dia, estaremos nós lá, sozinhos sem entender o porquê do outro de repente se incomodar com o que sempre aceitou...
Essa situação é mesmo muito mais comum do que você pode imaginar.
Tenho algumas histórias como essa e posso afirmar que a liberdade tende sempre a prevalecer.

Não há, por isso, mal que dure para sempre.
Não há mentira que dure para sempre.
Por quê?
Porque podemos sempre acordar e abrir mão do pesadelo.
Desiludir-nos.
Deixar para lá, para outro desavisado qualquer, e alçar vôo.
Podemos escolher diferente, experimentar o positivo, o bom, o belo, o verdadeiro.
Podemos, sempre que precisar, abrir mão do que faz mal.
Do que não nos faz sentir bem. De tudo o que nos faz ser quem verdadeiramente não somos.

O mais incrível numa situação como essa - na qual um desdenha e o outro quer comprar - é que num belo dia cansamos!
Damos o basta.
Libertamos-nos.
Então, surpresa!
O outro não acredita.
Os outros não entendem.
Todos os que nos acompanhavam ficam assim, sem saber o que fazer.
Não sabem como agir, como não agir.
Simplesmente têm dificuldade em nos aceitar.

E, nessa situação, duas soluções são possíveis.
Pisamos firme no chão.
Não abrimos mão da nossa conquista e vamos em frente.
Ou voltamos atrás e, talvez por pressão de todos os que estão em volta e até mesmo do nosso padrão vicioso, escolhemos voltar.
Não tem problema!
Todas as soluções são sempre acertadas para o que precisamos.
A dependência emocional é muito mais comum do que conhecida.
Tudo bem!
Às vezes não dá mesmo para sair de uma relação, mesmo sabendo que não nos acrescenta nada - ao contrário, nos puxa para baixo.
Poder particular
A única coisa que não podemos perder de vista é que essa é uma escolha nossa.
O poder de sair ou ficar.
Escolher ser feliz ou triste.
Viver uma relação saudável ou doente.
É nossa a responsabilidade pelo que vivemos e ela não pode ser compartilhada.
Não dá para culpar esse ou aquele acontecimento, essa ou aquela pessoa.
O poder é nosso e o que fazemos com ele também é nosso.
Se decidirmos dar ao outro o nosso poder de vida, vamos ter de arcar com as conseqüências.
Com tudo o que essa decisão irá nos trazer em termos de dependência, de sofrimento, de desgaste emocional.
Por isso, fica aqui um convite.
Se você vive uma situação como essa ou conhece alguém que faz sofrer ou sofre, pense duas vezes.
O sadio mesmo é cuidar-se, amar-se, ter ao seu lado pessoas que realmente contam.
Contam para nos fazer crescer, evoluir, transformar.
Então pense e, quando puder, tome uma atitude.
Isso quer dizer: viva e deixe viver.
Liberte-se.
A relação - e a vida -agradecem.


Sandra Maia
é autora dos livros: Eu Faço Tudo por Você - Histórias e relacionamentos co-dependentes e Você Está Disponível? Um caminho para o amor pleno.
Fale com ela no e-mail smaia@brpress.net.

http://br.noticias.yahoo.com/s/24112009/48/entretenimento-relacionamentos-fragilidade-das-relacoes.html

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